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Fala, Maestro! > Parte 2
 
A maravilhosa Música do Maestro Sérgio Weiss

 
Feliz de quem teve a oportunidade de ir aos bailes dos anos dourados e dançou ao som do Maestro Sérgio Weiss e do inesquecível Biriba Boys.
 
Naquela época dançar era um ato feito à dois. Nada contra a forma de se dançar de hoje em dia, afinal de contas, o mundo não é estático. Tudo muda.
 
Porém, havia uma magia especial nas noites em que nós, jovens da cidade de Cruzeiro íamos aos bailes na Associação Cívica Feminina, no Cruzeiro Futebol Clube ou ainda no Brasil Futebol Clube.
 
As garotas ficavam pacientemente aguardando, sentadas nas cadeiras junto às mesas, até que os garotos fossem até elas e as “tirassem” para dançar. Isso mesmo. Hoje parece absurdo, não é mesmo? As mulheres ficarem “aguardando” que os homens se dignem a se aproximarem delas! Coisas daqueles tempos...
 
Mas, vamos deixar de lado estes “machismos” típicos daquela época e vamos nos concentrar em falar do ato de “dançar à dois” os mais diversos ritmos musicais.
 
Bolero. Samba. Rumba. Swing. Os “crooners”, que eram os cantores dos “conjuntos musicais” (não se falava o têrmo bandas) procuravam imitar as vozes dos intérpretes originais das músicas e os arranjos musicais também repetiam aqueles das gravações realizadas por estes cantores.
 
Se você fechasse os olhos poderia “jurar” que estava ouvindo The Platters cantando “Only you” ou ainda Ray Conniff interpretando “Aquarela do Brasil”. Aliás, era maravilhoso dançar de rosto colado com aquela garota que se chamava...
 
Ficávamos todos ansiosos para saber qual seria o “conjunto musical” que faria o baile de sábado e quando descobríamos que eram os Biriba Boys e o Maestro Sérgio Weiss que viriam, a vontade que a hora do baile chegasse era tanta que ficávamos contando os dias nos dedos da mão.
 
Terno preto. Sapatos também. Gravata. Camisa “volta ao mundo” (uma invenção maluca de uma camisa que não precisava passar, era só colocar no varal que ela secava já “no ponto” para ser utilizada).
 
O problema desta camisa é que ela não transpirava. Então, cinco minutos depois de começar a dançar, nós já ficávamos completamente “ensopados”. Uma loucura!
 
Mas, o som de Sérgio Weiss possuía uma tal magia que tudo valia a pena. Os maravilhosos músicos, a harmonia precisa, o ritmo contagiante, enfim, tudo fazia com que esquecêssemos até das “tábuas” que levávamos (quando uma garota não aceitava o nosso convite para dançar).
 
Quantos casais ali se formaram! A paixão pulsava à cada acorde musical e era simplesmente irresistível.
 
Eu, já um apaixonado pela Música, às vezes ficava parado em frente do palco apenas para assistir Sérgio Weiss e seus músicos e ouvir a Música que encantava a todos nós. Eu ficava imaginando o dia em que estaria ali no palco também me apresentando com o meu “conjunto musical” para todos... dançarem!
 
Meu sonho se tornou realidade. Minha carreira começou nos bailes passando pelos “Los Gringos”, “SV Som” e Grupo Magia que foram as “aulas práticas” que, somadas às “teóricas” da Faculdade de Música e de outros cursos, me tornaram também um Maestro.
 
Neste 30 de janeiro de 2016, em que a mídia publica que Sérgio Weiss se foi, eu diria que jamais ele nos deixará. Seu talento musical que marcou toda uma geração estará presente eternamente no ar, pois a boa Música é assim. Não morre jamais.
 

Maestro Sergio Valério
 
  
 
 
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