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Fala, Maestro! > Parte 1
 
VOCÊ QUER APRENDER?
 
(Ao Mestre Jair Brito)

 
Não é fácil querer aprender. É mais fácil achar que já se sabe.
 
Na Música ou em qualquer atividade é necessário sempre estar atento para aprender coisas novas, mas isto exige uma vontade muito forte.
 
Não adianta apenas dizer: - Quero aprender! É preciso ter a consciência dessa necessidade e se entregar com toda a humildade ao aprendizado.
 
Quero contar uma história que foi um dos grandes testes para mim na questão do tal “aprendizado”.
 
Além de atuar como maestro, eu também trabalhei, entre diversas outras atividades, como comunicador de programas de rádio.
 
Lá estava eu apresentando o Programa Noite Adentro, na Rádio Capital de São Paulo, que tinha grandes nomes na época.
 
Em uma rádio que tinha nomes como Eli Correa, Paulo Lopes, Paulo Barboza, Zé Bettio, Oswaldo Bettio, eu havia recebido uma grande oportunidade do saudoso diretor artístico da Rádio Capital, Jair Brito.
 
Ele havia me confiado o citado programa que eu apresentava das 22h até as 2 da madrugada. Eu estava super contente com a grande oportunidade.
 
Jair Brito era um verdadeiro professor de Rádio e atentíssimo na sua atuação como diretor artístico da Rádio Capital.
 
Eu abria o programa e já recebia um recado de Jair Brito, trazido pela produtora que me acompanhava durante todo o programa:
 
No bilhete estava escrito:
 
- Sergio, você está falando rindo demais.
 
O primeiro impacto era terrível. Eu pensava:
 
- Meu Deus! O que é que eu faço? Eu sempre falei assim nos meus já cerca de 10 anos de rádio...
 
Eu voltava ao ar, tentando controlar o defeito apontado por Jair Brito.
 
Cinco minutos depois, mais um bilhete era trazido pela produtora.
Jair Brito, que ouvia o programa inteiro em sua casa, apontava mais outro problema na minha atuação:
 
- Sergio, você está falando devagar demais. Acelera!!!
 
Imagine você. Um comunicador fazendo o seu programa “ao vivo” e recebendo de 5 em 5 minutos, recados do seu diretor artístico indicando o que deveria ser melhorado em sua atuação.
 
Não eram orientações recebidas em sala de aula, daquelas que a gente leva para casa e treina, treina, treina, para chegar, aí sim, a um melhor resultado com o passar do tempo.
 
Eram aulas de comunicação e locução “ao vivo”. Era necessário aprender ali mesmo, na hora, no “meio do jogo”.
 
Graças à Deus, consegui entender que as críticas eram extremamente necessárias para que eu pudesse evoluir na minha atuação.
 
Tudo isso que contei, foi para “tentar” passar para você que está lendo este texto, a importância de nos “desarmarmos” quando uma crítica chega.
 
Saiba recebê-la com amor. Seja lá de onde ela vier. Mesmo que você, à princípio até discorde, achando que a crítica não está correta ou está exagerada, reflita sobre o que ela propõe para o seu desempenho e, mais ainda, para a sua vida.
 
Confesso que ainda não aprendi totalmente esta lição, aliás, somos seres humanos, falíveis e cheios de vaidades, orgulhos e coisas parecidas, não é mesmo?
 
Mas, precisamos aprender a aprender.
 
Daqui da Terra mando um grande abraço para o Mestre Jair Brito e que ele, onde estiver, saiba que foi um grande professor não só para a minha atuação como comunicador, mas para a minha convivência com as pessoas.
 
Aprendendo a ouvir Jair Brito, aprendi muito sobre a Vida.
 
Aliá, o que é a nossa Vida senão a possibilidade de aprendermos a ser melhores do que um dia fomos?

 
Um forte abraço também para você que leu este texto!

 
Maestro Sergio Valério
 
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