A Música certa para cantar - www.falamaestro.com.br

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Fala, Maestro! > Parte 3
A ESCOLHA DA MÚSICA CERTA

Hoje temos inúmeros programas de televisão que apresentam espaços para novos cantores e cantoras.
Adultos, jovens e crianças procuram seus caminhos na Música para mostrar o seu talento com a voz.
É um espaço muito importante e poderá ser melhor aproveitado se o (a) candidato (a) escolher a música certa.

Existem composições belíssimas, mas que não possibilitam ao intérprete uma apresentação que ressalte o seu talento vocal.
Nem sempre podemos ver estas escolhas corretas acontecerem e, muitas vezes, o (a) candidato (a) fica extremamente prejudicado na escolha da música que, pode até ser bonita, mas que não permite que ele demonstre as suas qualidades.
Você pretende se apresentar em algum programa assim?
Escolha bem a música que vai cantar.

Ah! O que é escolher bem uma música para cantar?
A música que fique bem em sua voz. Se você observar bem, sentirá que algumas melodias “prendem” a sua voz, não permitindo que ela se “solte”.

Observe estes programas. Perceba a diferença de alguém que canta completamente à vontade e de outro cantor ou outra cantora que parece estar com a sua voz “aprisionada” dentro da melodia.
Aliás, é a primeira coisa que alguém que quer ser um bom cantor é observar como outros cantam.
Vejamos abaixo alguns itens que poderão ajudá-lo (a) a escolher melhor o que cantar:

EXTENSÃO DA VOZ:
Se você possui uma voz com uma grande extensão, ou seja, que alcance uma distância bem ampla que vá da nota mais grave até a nota mais aguda, você poderá cantar melodias que exijam esta condição.
Agnaldo Rayol é um bom exemplo de um cantor com grande extensão de voz.
Lembrando sempre que é possível ir aprendendo a “ampliar” a sua extensão de voz com exercícios adequados e utilizando técnicas adequadas de estudo.
Agora, se no atual momento, a sua extensão de voz ainda tenha limitados campos de alcance, escolha melodias que se concentrem em uma região menor.
O segredo é usar bem o que se tem.

 
TIMBRE:
 
Timbre costumava-se dizer que era “a cor da voz”.
Existem vozes mais “metálicas”, outras mais aveludadas” (poderíamos chamar também de mais suaves). Diana Krall é um bom exemplo de uma voz “aveludada”.
Escolha para cantar músicas que tenham mais a ver com o seu timbre.
Algumas vozes são naturalmente melhores para cantar, por exemplo, um rock. Mick Jagger seria um excelente exemplo.
Outras ficarão muito mais adequadas ao cantar uma bossa-nova. João Gilberto tem este perfil.

INTERPRETAÇÃO:
Algumas músicas necessitam de uma interpretação mais específica, exigindo uma “dramaticidade” para que possa “convencer” quem a ouve. Elis Regina, ao cantar “Atrás da porta” (Chico Buarque e Francis Hime) é um belo exemplo.
Outras pediriam mais “graça”, quando as letras sugerem temas mais leves e até com uma certa “dose” de “humor”. Carmen Miranda em “Camisa Listada” poderia ser um exemplo.
Qual música escolher para cantar?
Tente observar o tipo de interpretação em que você consiga ser mais convincente. Aí terá o tipo de música ideal para você cantar e mostrar o seu melhor.
Um detalhe importante: - Não aceite limitações para você. Estude músicas das mais diversas necessidades de interpretação e ouse cantá-las.
O ideal seria que um (a) cantor (a) conseguisse cantar e interpretar todo tipo de música e você pode e deve buscar este virtuosismo.
Aliás, Elis Regina é um excelente exemplo de uma cantora que conseguia transitar pelas mais diversas interpretações com grande desenvoltura.
Mas se, por exemplo, for cantar apenas 01 (uma) música em um desses programas de televisão de disputa da “melhor voz”, escolha aquela na qual você já se sente confortável quanto ao domínio da interpretação.
Aos poucos, vá desenvolvendo as suas técnicas de interpretação e, no futuro, se trabalhar bem, poderá cantar todo e qualquer tipo de música com as mais variadas nuances de interpretação.

DIVISÃO RÍTMICA:
Algumas músicas possuem divisões rítmicas que possibilitam que quem as cante demonstre todo o seu domínio nesta questão.
Ainda lembrando de Elis Regina, a sua interpretação na música “Vou deitar e rolar”(Qua qua ra qua qua”), de autoria de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, é uma demonstração de um verdadeiro “show” de divisão rítmica.
Outras músicas apresentam divisões mais simples que fazem mais fácil o papel do cantar ao interpretá-las.
Melodias com divisões rítmicas muito elaboradas exigem muito cuidado na interpretação. Na música “Jogo de dados”, Sergio Ricardo nos mostra todo o seu talento nesta elaborada divisão rítmica que ainda é acrescentada com a questão de que quem canta a música precisa ter cuidado para não se confundir com as palavras que fazem parte da letra da música.
Estes são apenas alguns dos itens que poderão ajudá-lo (a) a refletir sobre a escolha da música certa para você cantar.
Todos estes itens citados e muitos outros mais serão fundamentais para você que tentará se apresentar nestes programas de televisão que apresentam chances para que você possa mostrar o talento que tem.
 
Desejo boa sorte nos caminhos da Música!
 
Um forte abraço!

Maestro Sergio Valério
 
 
 
 
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