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PAULINHO CAMARGO - MPB da melhor qualidade!
 
Paulinho Camargo é um excelente compositor.
Além do grande talento para melodias e letras, ele possui uma visão extremamente inteligente sobre a Música Brasileira. Fica o nosso convite para que você confira esta nossa afirmação na entrevista para a web revista musical Fala Maestro que apresentamos a seguir. Vamos lá?
 
1. Por que você escolheu a Música?
R: Sempre gostei do rock in roll, principalmente Beatles. Através dessa influência comecei a me interessar por compor. Nunca me considerei um cantor propriamente dito. Apesar de ter sonhado em fazer sucesso como cantor, como tantos. Gravei quatro discos, compactos, para a Polygram, atual Universal Music. Mas o sucesso como cantor não foi o esperado.
 
2. Quais foram os seus caminhos no estudo da Música?
R: Sou mais ou menos autodidata. Tive poucas aulas de violão no início da minha trajetória junto a música. Meu estudo foi basicamente o acompanhamento. Sempre tive bom ouvido para aprender e tirar canções que eu escutava. O que facilitou para mim quando comecei a compor.

3. Conte-nos sobre os muitos sucessos que tem colecionado como compositor, quais os cantores que já gravaram suas músicas.
R: Durante a minha carreira como compositor, gravei com bastante gente. De uma boa parte as canções entraram no disco, mas não foram músicas de trabalho.
Gravei com Jair Rodrigues, Originais do Samba, Vanusa,  Sandy e Junior, Fábio Júnior, Gretchen, Pimpinela, Banda Grafite, Dominó, BomBom, o maestro francês Paul Mauriat, Peninha, Sidney Magal, Patricia Marx, Tayan Camargo, As Melindrosas, Caju e Castanha, entre outros.
E as músicas que mais fizeram sucesso, foram “A noite vai chegar” (Lady Zu)/1978, “Mamma Maria” (Banda Grafite)/1984, uma versão de um sucesso internacional, e “Amor bandido”(Sarah, hoje Sarah Regina)/1978. Como eu disse, muitas obras gravadas, mas de trabalho da gravadora, poucas.
"A noite vai chegar" foi incluída em trilhas de dois filmes nacionais, “A Partilha e Amor”, “Sexo e Traição”; entrou na trilha sonora de duas novelas da TV Globo e uma do SBT. Novelas "Sem lenço e sem documento”(1979, creio), recentemente "Booggie Ooggie" e "Pequena Travessa", respectivamente.
 
4. Existe algum gênero musical que você mais se identifique e goste de compor?
R: No decorrer da minha vida aprendi a cantar muitas músicas, outros estilos, de vários artistas. Me aprofundei na bossa nova, MPB de boa qualidade, não deixando de lado o rock, e a música pop internacional. Hoje me dedico a um projeto ao qual batizei "popnewbossa". Uma música com harmonia bossa jazz e pulsação pop. Música MPB, que ainda estou concluindo arranjos harmônicos para gravar e postar em vídeos na internet, já que hoje é com o que podemos contar. Plataformas digitais.
 
5) Entre todas as suas composições, há alguma muito especial para você?
R: "A noite vai chegar", certamente é a canção da minha vida. Principalmente por ter sido a precursora da black music brasileira, em 1978. Apesar de não fazer uma música usualmente Black music, considero que estava no momento certo na hora certa, quando o movimento começou a acontecer no Brasil. E eu então fui agraciado pelo destino com o sucesso dessa canção, que ficou nas paradas por quase um ano e vendeu mais de 1 milhão de cópias, creio.
 
6) Quais são os compositores que você mais curte?
R: Prefiro não dar um nome. Pois existem muitos autores da nova MPB, e da antiga MPB também. Sendo assim estaria sendo injusto ao mencionar alguns e não mencionar outros. Mas tem uns caras bacanas aí fazendo um bom serviço... rs rs rs
 
7. Fale-nos também sobre o Paulinho Camargo cantor. O que mais gosta de cantar? Conte-nos também sobre as gravações que já fez.
R: Eu não me considero um cantor. Sou um intérprete das minhas obras. Apenas isso. Gosto de MPB, música pop brasileira, algumas coisas do rock antigo, Beatles, Stones; curto também algumas coisas antigas do samba, coisas do Cartola, Pixinguinha, etc.
Eu gravei para Polygram, quatro compactos sob produção de Marcos Maynard, e assistência de Luiz Carlos Maluly. E fiz algumas participações em discos de amigos queridos como Maestro Nelson Ayres e Luiz Vagner, colegas de gravadora. Tive participação com uma canção  chamada Solidão, num disco intitulado "Explode Coração", que reuniu o cast MPB da gravadora Philips. Sucessos do momento 1978, de artistas da gravadora. Foi bacana esse trabalho também.
 
8. Como você vê a atual música brasileira?
R: Bem, vou me deter à música com a qual me identifico. Eu acho que temos artistas bacanas de MPB. Da atual MPB. Cantores como Maria Gadu, Gracie Ive, Céu, Roberta Campos, Marcelo Jeneci, Paulinho Moska, Sandy, e outros que não me vem à memória no momento, mas que eu curto. Acho rica a nova MPB. Em arranjos, simplicidade e bom gosto. Essa é a música brasileira que eu gosto.
 
9. O que poderia ser feito para que existisse um espaço maior para compositores e cantores no Brasil?
R: Eu creio que esse espaço é automaticamente ligado ao investimento que se faz em produção e divulgação na mídia escrita e falada. Na verdade, esse processo e custo sempre existiu. Eu creio que com as plataformas digitais que existem hoje essa possibilidade de espaço para os compositores e cantores novos ficou melhor para a divulgação de um trabalho. Mas ainda assim para que haja um sucesso grande realmente, há que se ter um patrocinador forte para que as coisas aconteçam como top hits.
Para não deixar de citar, o seguimento da "Nova Música Sertaneja" tem contado com esse patrocínio. Por isso faz tanto sucesso. É massificação e bom trabalho de marketing. Infelizmente o seguimento da Nova MPB não tem contado com o mesmo objetivo de patrocínio.
 
10. Qual é o seu maior sonho na Música?
R: Meu sonho hoje é conseguir viabilizar a PopNewBossa nas plataformas digitais. Meu trabalho é basicamente acústico. Violão e voz, quando muito uma percussão de cajon.
 
11. Qual seria a mensagem que você deixaria para os internautas da nossa web revista Fala Maestro?
R: Uma frase que um dia nasceu aqui no peito (rs) e que eu acho que completa a emoção dos dias de cada pessoa:
 
"A música é a alma da vida" (Paulinho Camargo)
 
Portanto, comecem a escutar boa música, para que sua alma, desde criança, aprenda a ter bom gosto, a partir da música, para que todos as conquistas da sua vida pessoal e profissional, sejam regidas por cultura, bom gosto e competência.
 
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