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Bate-Papo com Artistas > E - J
 
Fábio Jorge

 
 
A música francesa sempre nos ofereceu grandes intérpretes como, por exemplo, Charles Aznavour, Edith Piaf, Françoise Hardy e Gilbert Bécaud, para citarmos apenas alguns dos muitos nomes.
 
 
Eu incluo Fábio Jorge entre estas vozes. Uma voz com um timbre muito bonito. Sensibilidade na interpretação. Afinação perfeita. Completo domínio na divisão rítmica.
 
 
Enfim, todo este talento é Fábio Jorge, que nasceu em São Paulo, mas que possui uma alma musical francesa e brasileira. Nesta entrevista, ele nos fala dos seus caminhos na Música.

1.Quando a Música surgiu em sua vida?
 
R. Eu sempre gostei muito de música. Desde muito pequeno. Cantava em casa, no chuveiro, no primário, no ginásio, depois na faculdade. Em 2004 veio o primeiro convite pra cantar num local profissional, o Villagio café, na Bela Vista.

 
 
2. Conte-nos sobre este belo trabalho de conexão da música brasileira com a música francesa, tão presente em tudo o que você faz.
 
R. A música francesa sempre esteve presente na minha vida, porque meus avós maternos e minha mãe são franceses, e quando pequeno, nossas refeições eram precedidas por muita música.
 
Quando comecei a cantar profissionalmente, o produtor Thiago Marques Luiz e o diretor teatral Heron Coelho me direcionaram para a canção francesa porque eu nos meus shows eu intercalava canções brasileiras com as francesas e eles achavam que a parte francesa se destacava muito pela facilidade de expressão que eu tenho com o idioma.

 
 
3. Como foi compartilhar o palco com Claudette Soares, Maria Thereza Mecha Branca e Edith Veiga, no show “Minhas Mulheres”?
 
R. Foi apenas uma noite, mas inesquecível.
 
Essas mulheres fazem parte da minha vida e quando eu escolhi fazer um show em homenagem às grandes cantoras que depuraram meu modo de cantar e me influenciaram, as convidei para abrilhantarem essa noite. Foi demais.

 
 
4. Interpretar “Adieu” (Pra dizer Adeus, de Edu Lobo e Torquato Neto) com Cauby Peixoto, o que representou para você?
 
R. Quando estava gravando meu segundo CD, em 2012, "Chanson française 2", eu fui a um dos muitos shows de Cauby, e quando ele me viu, cantou no camarim essa canção para mim.
 
Daí surgiu a ideia do dueto em estúdio. A versão em francês é dele mesmo, e pra mim ele foi o maior cantor do país, ao lado de Emílio Santiago.
 
Dediquei meu novo CD "Connexions" a ele, inclusive.

 
 
5. Como está a Música Francesa atualmente?
 
R. Acho a música francesa atual boa, mas não excelente como eu conheci. Tínhamos Piaf, Aznavour, Gilbert Bécaud, Joe Dassin, Serge Gainsbourg, Joe Dassin, Dalida, só pra citar alguns.
 
Existia um glamour enorme naquelas décadas.
 
Hoje em dia há bons cantores, como Zaz, Francis Cabrel, Etienne Daho, muita gente talentosa também.
 

6. E o atual quadro musical no Brasil? Como você avalia?
 
R. Acho sofrível o que estão fazendo com a música popular. Só se fala em sexo de uma forma vulgar, violência e tragédia, além de música de corno. Tenho muita dó das letras e dos arranjos que vez ou outra eu ouço.
 
Por outro lado, existe muita gente fazendo música boa ainda, tudo é relativo. Ainda temos Zizi Possi, Alceu Valença, Bethânia, Marisa Monte, e muita gente nova está cheia de boas intenções.
 
O que fiquei impressionado foi com o novo disco e show da Fafá de Belém, "Humana". Foi das melhores coisas que vi nos últimos anos.
 

7. O que poderia ser feito para que jovens talentos tivessem mais espaço em nossa Música?
 
R. Acho que a primeira coisa que um novo talento tem que ter é personalidade. Ter um diferencial.
 
Na hora de escolher um caminho, tem que se pensar muito. Senão fica igual a todo mundo.
 

8. Você poderia citar alguns (as) cantores (as) que você gosta de ouvir?
 
R. Eu ouço Tony Bennett, Gal, Zizi Possi, Barbra Streisand, Acione, Charles Aznavour, Shirley Horn, George Michael, Barry Manilow, Piaf, Cauby, Sinatra, Selma Reis, Nancy Wilson, Alceu Valença, Madonna. São muitos. Coleciono cds e tenho milhares de artistas em casa tocando todo dia.
 

09. Algum gênero musical o atrai mais?
 
R. Tendo a gostar mais de jazz, samba canção e bossa nova.
 

10. Fale-nos sobre o show “Connexions”.
 
R. Esse show nasceu do disco homônimo que acabo de lançar.
 
Há a intenção de afrancesar as canções brasileiras, como sempre existiu, porque muitos artistas já gravaram músicas brasileiras em francês, como Elis Regina, Célia, Silvinha Telles.
 
Eu decidi assinar as versões das músicas do disco, e para o show, incluí algumas canções que não estão no disco, como "Os botões", do Roberto Carlos, e "Por causa de você", do Tom Jobim.
 
Nesse espetáculo, canto também algumas canções francesas que permeiam minha carreira, como "La bohème"," Et maintenant", "Aline", "F...comme femme", "Capri c'est fini", além de fazer uma homenagem à Bibi Ferreira, a quem eu dedico o show.

 
 
11. O que Fábio Jorge ainda não fez na Música e que gostaria de fazer?
 
R. Tenho muitos planos. Pelo menos 3 projetos de disco estão na minha cabeça. Todos muito diferentes, em francês, e um quarto projeto, dessa vez em português.
 

12. Que mensagem você gostaria de deixar para os internautas da Fala Maestro – a web revista de todas as Artes?
 
R. Eu gostaria de dizer aos leitores do blog que nunca, em hipótese alguma, abandonem seus objetivos. Ter uma carreira tem um custo, muito trabalho e resignação, mas é uma história que aos poucos vai sendo construída e isso não tem preço.
 
 
 
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