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Fala, Maestro! > Parte 2
EMÍLIO SANTIAGO – A Grande Voz da MPB

Emílio Santiago é, ao lado de Orlando Silva, Roberto Carlos, Sebastião Pinto, Taiguara, entre outros, um dos grandes cantores brasileiros.
 
Em um final de semana me dediquei a ouvir a sua obra musical, riquíssima em qualidade e quantidade de gravações.
 
Emílio fez muitas regravações de grandes sucessos, além de ter interpretado também muitas canções inéditas.
 
Várias observações eu fiz sobre Emílio Santiago e queria dividi-las com você, internauta da nossa web revista musical Fala Maestro. Vamos a elas:

a)      Emílio Santiago era dono de uma voz ímpar. Timbre especialíssimo que fazia com que ao ouvir apenas um trecho qualquer de sua interpretação já era possível identificar de quem era aquela voz;
 
b)       Afinação primorosa. As notas musicais traduzidas em palavras eram como se um piano que tivesse acabado de ser afinado por um mestre pudesse emitir palavras musicais;
 
c)       Emílio Santiago utilizava o portamento de uma forma adequadíssima. Portamento é a técnica que faz com que o cantor utilize do recurso de “caminhar” por diversos tons e semitons até alcançar a nota definitiva da melodia. Este recurso precisa ser utilizado de forma muito cuidadosa e Emílio sempre utilizou corretamente esta técnica;
 
d)      A sua divisão rítmica impressiona. A sua voz constantemente flutua livre e solta dentro do compasso, mas não altera a essência da melodia criada pelo compositor. Emílio Santiago desenvolve a sua maravilhosa divisão rítmica nos diversos ritmos musicais. É importante frisar que os maestros arranjadores que atuaram nas gravações de Emílio Santiago são mestres em recriar e “mixar” ritmos, valorizando mais ainda a interpretação de Emílio que dominava como ninguém esta questão de divisão rítmica;
 
e)      Uma característica muito importante em suas interpretações era o fato dele oferecer às músicas que interpretava, a sua marca pessoal. Ao mesmo tempo em que conseguia oferecer nuances diferentes para cada música, ele mantinha a sua marca pessoal em cada música a ser interpretada;
 
f)       As letras das músicas ganhavam uma força maior em suas interpretações. A sua perfeita dicção e a sua “interpretação” de cada palavra, cada frase das letras das músicas fazia com que a composição fosse valorizada enquanto “obra literária”. Confesso que “redescobri” letras nas interpretações de Emílio Santiago, letras estas que nas interpretações originais não haviam “provocado” as minhas emoções. Parece difícil esta tese? Acredito que quem ouvir atentamente Emílio Santiago terá a mesma sensação;
 
g)       O repertório de Emílio primava pela qualidade das músicas, o que, independentemente das escolhas serem em conjunto com produtores ou diretores musicais, era uma característica marcante em suas gravações;
 
h)      Emílio Santiago fazia com que as músicas que gravava ganhassem “nova vida”. Alguém conseguiria imaginar “Detalhes”, de Roberto e Erasmo, em outra interpretação que não fosse à de Roberto Carlos? Pois é. Emílio a interpretou de forma brilhante e única. Este é apenas um exemplo, entre tantos que poderia citar. Quem consegue ser tão marcante quanto a um intérprete original de uma música? Pouquíssimos intérpretes. Emílio era um destes cantores que conseguiu fazer com que uma música fosse recriada;
 
Eu poderia listar tantas outras qualidades de Emílio Santiago percorrendo todas as letras do alfabeto, porém termino dizendo que tive o prazer de acompanhar pessoalmente uma atuação de Emílio Santiago em um show na cidade de Taubaté, onde o levei, na época, através da minha produtora, para uma apresentação para universitários.
 
O show foi magnífico. Emílio Santiago exibiu todo o seu talento musical e a sua performance em palco foi marcante.
 
Emílio Santiago foi um artista completo na Arte da Música e será sempre eterno em nossa MPB.
 
Faço um convite a todos. Ouçam Emílio Santiago e terão vontade de aplaudi-lo ao final de cada uma de suas gravações.
 
Ah! Pedindo bis.
 
Um forte abraço!

Maestro Sergio Valério
 
 
 
 
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